Perfis de Personagem: o Pacificador

Mais uma vez: esta é uma série de artigos dedicados a cada um dos vinte perfis de personagem do futuro livro básico de Brigada Ligeira Estelar (AQUI). Já cobrimos os perfis ligados ao Ponto, Contraponto, Músculo, Cérebro — e começamos com o Coração semana passada, falando do Caçula. Chegou a hora de falar do antepenúltimo de nossa lista, o Pacificador. E nada mais oposto a aquele quanto este. Enquanto o Caçula é protegido, o Pacificador… protege.

Ele essencialmente é como um irmão mais velho, ou até mesmo uma figura paterna para os demais, e não é incomum ser ele o mais velho de todos ali. Menos do que uma figura de liderança, ele é uma figura de segurança. Quando temos um conflito interno no time, é ele quem dirá calma… e todos vão parar para ouvi-lo. Mais ainda, um Pacificador costuma assumir o papel de reserva moral do grupo em meio a uma crise e, sem ele, tudo pode ir por água abaixo.

E isso não é pouca coisa! Em um time de personagens, eventualmente o time todo pode cruzar aquela linha no qual todos estarão decididos a fazer algo realmente grave, e moralmente questionável, porque “é necessário”. Um Pacificador digno de seu nome atentará quanto aos princípios fundacionais do grupo e tentará demovê-lo, de todas as formas, dessa ideia. E provavelmente, pela deferência dos demais à sua figura, ele será respeitado — ao menos isso.

Pode reparar: enquanto a milícia Tekkadan conta com seu pacificador
em Gundam: Iron Blooded Orphans, eles não fazem besteira.

Mas respeitar não significa dobrar-se à sua posição, para o bem ou para o mal. Talvez ele se recuse a participar de algo ou mesmo concorde em fazê-lo por senso de lealdade aos demais, mas depois se desligue do time. Algo pode ser perdido caso isso ocorra. Mas o Pacificador só serve para isso? Obviamente, não. Isso não o impede de ser uma figura eficiente em combate e, afinal, ele procura cuidar dos demais. Vamos a alguns exemplos em nosso gênero.

Por um instante, esqueçam a Euphemia como “par do Suzaku”
e pensem no discurso embutido em sua figura política.

Pacificadores podem estar em posição formal de liderança — mas novamente, isso não é uma regra. Por outro lado, quem melhor para manter um time unido?

Um Pacificador tem a capacidade de colocar as coisas em ordem, trazendo calma e clareza em momentos de caos. Eles possuem senso natural de justiça e instinto protetor, sempre prontos para defender as fundações motivacionais do time em si. Sabem como falar com cada membro, entendendo as suas preocupações mais pessoais. Isso lhes permite mediar conflitos, encontrar soluções aceitas por todos… e, para um personagem assim, empatia é muito necessária!

Embora Arad Mölders (Macross Delta) não tenha lá tanto destaque,
ele é claramente apresentado como uma figura de
equilíbrio.

Manter a calma também é preciso. Sua resiliência emocional inspira os outros a também permanecerem firmes e focados, mesmo em situações mais duras. Conta pontos para isso ter entendimento estratégico, ver o quadro geral — e guiar o grupo para decisões mais sábias e ponderadas. Por fim, eles têm um forte senso de ética e moral, guiando suas ações e decisões. Sua presença no grupo garante que os princípios e valores do time não sejam comprometidos.

Ao criar um personagem assim, é importante focar em habilidades para reforçar seu papel de mediador e protetor. Ter capacidade de influenciar moralmente os demais conta. Habilidades de combate não devem ser negligenciadas, mas devem ser balanceadas com habilidades de suporte. Há um equilíbrio entre ser assertivo e compreensivo. Nos momentos de crise, ele deve ser a voz necessária da razão — um Pacificador ainda deve ser um coração para seu grupo!

Sigfried Kircheis: tão fundamental em Lenda dos Heróis Galácticos
que seus princípios guiam o co-protagonista mesmo após a morte.

Em Brigada Ligeira Estelar, sua presença pode ser a diferença entre um grupo fragmentado e um time coeso e eficiente. Considere vantagens como Carismático e Resoluto, ou perícias mais sociais. Mesmo assim, ele não deveria ser incapaz de se defender ou proteger os demais em um time de ação. Habilidades de defesa e suporte podem ser úteis para mantê-lo e aos seus aliados seguros. Um Pacificador deve estar sempre pronto para intervir quando preciso.

Mesmo para um Pacificador, é necessário ter momentos de vulnerabilidade — mesmo os mais fortes têm momentos de dúvida e fraqueza. O crescimento de um protagonista como este pode envolver aprender a equilibrar sua responsabilidade de proteger os outros com a necessidade de cuidar de si mesmo. Com isso, o personagem se torna não apenas um mediador e protetor mas também um modelo de equilíbrio emocional e força interna.

Até a próxima — e divirtam-se!

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