Locais do Sabre: Valhalla de Wagner

Um elemento importante em minha concepção do planeta Bismarck é sua… dualidade: um local de tendências militaristas de um lado, mas que preza a alta cultura e um espírito romântico bem diferente do de Annelise. Um povo extremamente competitivo, mas que é capaz de brigar, fisicamente, por uma discussão sobre quem é a melhor cantora de ópera de todo o seu mundo. Há uma frase em um dos melhores filmes de Jornada nas Estrelas que sintetiza a questão…

“…Você não experimentou Shakespeare até que o tenha lido no original em klingon.” É uma piada, é claro, mas há beleza neste contraste: um povo de guerreiros com tanto apreço pela alta cultura (isso é irônico: Shakespeare, em seu tempo, sempre procurou ser popular)! — e nosso Local do Sabre vem justamente desse conceito: a Valhalla de Wagner, uma cidade inteiramente dedicada à ópera, à música e ao teatro, onde arte é levada passionalmente a sério!

Pô, mas o que vou fazer em uma ópera?” Não se engane: Valhalla de Wagner é um campo de guerra cultural. Aqui, uma vaia (e sim, em ópera se vaia mais do que se imagina) pode ferir mais do que um sabre e um artigo de crítica pode destruir uma carreira com a eficiência de um canhão de plasma. Sempre há muito em jogo, tanto nos bastidores dos palcos quanto nas ruas da cidade. E se você pensa que não teremos oportunidades de pilotar robôs de combate…

VALHALLA DE WAGNER (BISMARCK)

Localização

Valhalla de Wagner está no Vale das Nuvens Brancas, uma região de montanhas imponentes e lagos cristalinos no hemisfério norte de Bismarck. A cidade foi construída ao redor de anfiteatros naturais, como o Anfiteatro do Crepúsculo dos Deuses, — maior palco a céu aberto de toda a Constelação do Sabre — como seu coração urbano e espiritual. Isso foi deliberado: Amplificada por sistemas de som de última geração, a acústica natural do vale é lendária.

Há mais: o ar das montanhas e a visão das estrelas, brilhando sobre o palco colossal, criam uma experiência imersiva e quase transcendental para o público. Milhões de pessoas de toda a constelação passam todos os anos por essa cidade — é preciso conhecê-la uma vez na vida. O acesso é feito por uma ferrovia de alta velocidade que serpenteia as montanhas ou por transportes aéreos que pousam no Aeródromo das Valquírias, esculpido no platô adjacente.

Descrição Geral

Valhalla é menos uma cidade — e mais um monumento. Sua arquitetura é uma mistura de neoclássico bismarckiano e futurismo discreto, com colunatas de mármore branco coexistindo com fachadas de painéis de titânio escovado. As ruas largas, batizadas com nomes de compositores e dramaturgos, são calmas e ordenadas durante o dia, mas ganham vida vibrante à noite, iluminadas por holofotes que lançam feixes de luz contra o céu, anunciando as performances.

O Anfiteatro do Crepúsculo dos Deuses é uma obra-prima. Escavado na própria montanha, nele cabem 50.000 espectadores. Seu palco é tão vasto que pode abrigar cenários de proporções épicas, incluindo a entrada de robôs gigantes em produções particularmente ambiciosas. Um sistema de projeção holográfica, grandes telas e campos de força acústicos garante que cada espectador tenha uma experiência visual e sonora perfeita do primeiro ao último assento.

Também temos o Conservatório de Nibelungen, a mais prestigiada escola de artes performáticas de Bismarck (há quem prefira o Conservatório de Santer-Fresez em Annelise mas fale isso neste mundo e teremos briga); inúmeros teatros menores, cinemas e casas de ópera; e os Estúdios Rheingold, onde cenários — e efeitos especiais de tirar o fôlego — são concebidos por uma força de trabalho que inclui tanto artistas plásticos quanto mestres em tecnologia.

História e Cultura

Valhalla de Wagner foi fundada, ainda na segunda década da Aliança Imperial, por um consórcio de famílias nobres e burguesas abastadas que desejavam criar um santuário para as artes — um lugar onde a cultura bismarckiana pudesse ser refinada e exibida em seu ápice. O objetivo era duplo: celebrar a herança cultural de seu mundo e projetar Bismarck como um farol de sofisticação perante o resto da Constelação, em um exemplo assombroso de soft power.

A cultura em Valhalla é de feroz competitividade. Hierarquia é tudo. Ser convidado para se apresentar no Anfiteatro principal é a consagração máxima. Críticos de arte, como o temido Gottfried von Kleist, do canal de vídeo Alma de Bismarck, têm o poder de criar ou destruir reputações com uma única resenha. Nobres estão sempre presentes e a política de salão é intensa, com alianças sendo forjadas e traídas sobre taças de vinho em soirées opulentas.

Neste ambiente de tradição rigidamente controlada, a ascensão da soprano ginoide Lyra-7 foi o equivalente a uma bomba atômica. Para os progressistas, ela é a vanguarda, a prova de que a beleza pode ser engendrada e que a tecnologia pode servir, sim, às mais elevadas artes. Para os tradicionalistas, ela é uma abominação — um fantasma sem alma, um atalho mecanizado que insulta todos os artistas de carne e osso que suaram e sangraram por seu ofício.

Economia e Recursos

A economia da cidade é movida a turismo de luxo, patrocínio das grandes famílias e investimento corporativo. As temporadas de ópera geram uma receita astronômica para a cidade, sustentando uma rede de hotéis cinco estrelas, restaurantes gourmet e lojas de artefatos culturais de preços proibitivos. Mas a classe média alta está sempre muito presente: dizer que se esteve em Valhalla de Wagner, principalmente se você vier de outro planeta, é um must.

O recurso mais valioso, no entanto, é o Prestígio. Um sucesso em Valhalla pode abrir portas em todo o setor cultural do Império. Corporações de mídia, estúdios de holovídeo e até a Agência de Diplomacia Cultural Imperial mantêm escritórios e olheiros na cidade, sempre à procura da próxima sensação. Embora Annelise seja a campeã quando o assunto é cinema, muitos atores — hoje famosos em toda a Constelação — foram descobertos em Valhalla de Wagner.

Os Estúdios Rheingold são um centro de inovação tecnológica, disfarçado de ateliê de arte. Eles desenvolvem hologramas de altíssima fidelidade, sistemas de áudio direcional e, o mais controverso, a tecnologia de performance artificial para andro-ginoides. Esse know-how é um segredo de estado comercial, cobiçado por competidores de outros mundos, como Viskey (e até mesmo Annelise, embora publicamente declarem sua repulsa à andro-ginoides na arte).

Há um lado bem menos glamoroso aqui: o que acontece com as pessoas que vão para Valhalla de Wagner esperando serem descobertos e… fracassam tragicamente? O bairro afastado de Huldra existe para mantê-las bem longe dos olhos das câmeras, especialmente porque muita gente bem-sucedida gosta de dar seus passeios secretos no local. Algumas conseguem ser “promovidas”, se tornam cortesãs e saem do bairro para trafegar entre nobres, artistas e burgueses.

Papel em Campanhas

NPCs Notáveis

Ganchos de Aventura

Até a próxima e divirtam-se!

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