Cinco Trilhas Sonoras — III

Depois da última série de artigos, decidi relaxar e soltar mais uma postagem de trilhas sonoras para sua sessão de jogo. Eu estava revendo minha lista mental de animes… mas vamos fazer algo diferente aqui? Vou deixar no fim a trilha de um anime de robôs gigantes (nem será um real robot) e de resto falaremos sobre materiais na sua maioria não ligados ao tema e mesmo assim funcionais em jogo. Eu deveria posar de moderno e contemporâneo, eu sei, mas…

…não, não vou ter vergonha da nostalgia. Por um lado, muita gente está descobrindo bandas como Yes graças a Jojo’s Bizarre Adventure e pelo outro, nos temas instrumentais do gênero, há muita influência das trilhas do cinemão estadunidense hoje em dia — e isso é… chato. Peguem, sei lá, um Heavy Object para conferir. Há quanto tempo vocês não ouvem um tema como Dog Fighter, de Macross, ou The Wings of a Boy that Killed Adolescencede Gundam Wing?

Mega Driver

Convenhamos: uma das coisas mais bacanas do gênero é ver robôs gigantes voando e disparando entre rastros de mísseis ao som de guitarras furiosas. Isso mesmo, GUITARRAS! É conveniente ir até o google e fazer sua pesquisa sobre bandas de rock instrumental. Tem muita coisa boa por aí nesse terreno, do metal progressivo ao math rock, e dêem uma olhada nos brasileiros do Mega Drivers e suas versões metal de temas de videogames. Como eles são feitos para estimular o jogador… vai funcionar, acreditem.

The Interstellar Suite, Amin Bhatia

Esse é um caso totalmente especial. Encarem como a trilha sonora de um filme imaginário de ficção científica, influenciada pelos temas de Jerry Goldsmith (Jornada nas Estrelas: O Filme) e John Williams (Guerra nas Estrelas). O músico e compositor Amin Bhatia, naquela era pré-digital (1987), teve a pachorra de montar centenas de camadas em sintetizadores analógicos para alcançar a sonoridade de uma orquestra. Impressiona até hoje. Se os personagens embarcarem em uma nave, lembrem-se dessa trilha!

Casiopea World Live ’88, Casiopea

Em tempos idos, eu levava a fita cassete com esse álbum para jogar Mekton Zeta com os amigos nas madrugadas de sexta para sábado, após assistirmos fitas VHS de Robotech para entrar no clima (isso é antigo!). Naqueles tempos de banda discada, o acesso a trilhas de anime era complicado… mas o som do grupo de fusion japonês Casiopea não era tão diferente de tantas trilhas sonoras do seu tempo e poderia estar em qualquer OVA noventista. Talvez seja a nostalgia falando — mas vale a pena compartilhar.

Moving Waves, Focus

O Casiopea World Live 88 não era o único álbum que eu levava para jogar com os amigos. Eu sempre gostei de rock progressivo (reparem que boa parte dos nomes do planeta Altona são referências a bandas e artistas do cenário prog) e um disco sempre presente era o Moving Waves, do Focus (a minha banda favorita do gênero até hoje). Especialmente da enorme suíte Eruption (ocupando o lado B do disco como um todo): ela é perfeita até para encerrar com um tom mais reflexivo o final de uma sessão de jogo.

King of Braves: Gaogaigar

Eu adoro esse anime. Mesmo fazendo parte da meta-série Yuusha (Brave — ou seja, feita assumidamente para vender brinquedos) ele foi escrito como uma resposta aberta a Evangelion e uma celebração dos valores clássicos da era dos super-robôs tão esmigalhados pela obra de Hideaki Anno. A trilha não fica atrás e seu tema de abertura é um épico absoluto — confiram sem falta — mas era preciso mostrar que ela não fica apenas disso. Na hora da batalha final de sua campanha, podem apostar nele na boa.

Divirtam-se e até a próxima.

2 comentários

  1. Gostei muito das músicas, mas quando fala de guitarras como trilha sonora, me lembrou de Space: Above and Beyond, onde os protagonistas acham um drone em Marte com música do Ramones, mesmo não gostando de Ramones, a cena no final do episódio na hora do combate coloca Ramones pra tocar, muda todo o clima de tensão e é muito show.

    Essa é uma série que eu adoraria um remake, mas sem ter um grupo de protagonista, mostrando diversos grupos de pessoas em diversos pontos e momentos da guerra.
    Acho que seria melhor.

    1. Eu assistia essa série porque… bem, era o que tinha na época para quem gostava do gênero por aqui.
      Ela não era tão boa, tinha seus problemas — e eu queria gostar dela, de verdade.
      Mas acho que mais importante seria fazer o grupo de protagonistas existentes funcionar. 🙂

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