Cinco Trilhas Sonoras – 08/07/21

Quase um ano após a última leva de trilhas sonoras! Bem, todo mundo já sabe: ela é uma espécie de tapa-buraco, mas esse tapa-buraco ao menos me diverte quando estou realmente precisando. O ideal seria ter músicas bem planejadas e montá-las para usar a trilha na hora certa… mas a palavra já diz — “ideal”. Na prática, o melhor é deixar rolar e permitir à trilha estabelecer um clima na mesa enquanto o mestre cuida de tudo, sem se deixar interromper.

Eu não vou me basear em nenhum critério, realmente, para as escolhas dessa vez… salvo o “isso pode ficar legal na mesa de jogo”. O importante no final é uma coisa só: clima. Se a trilha servir para imergir os jogadores dentro do universo de BRIGADA LIGEIRA ESTELAR enquanto eles estiverem jogando, não há nada mais a dizer, pouco importando se a trilha veio do Japão, Europa ou sabe-se lá de onde mais. Então, vamos: mp3 no aparelho e som na máquina.

Thunder Force IV, Takeshi Yoshida e Toshiharu Yamanishi

Este é um dos grandes clássicos das trilhas sonoras de videogame, até hoje lembrada (vejam a edição especial em vinil, para colecionadores, lançada há cerca de dois anos). Como trilha de um jogo aonde você só voa e atira, tudo é enérgico e dramático o suficiente para você liberar naquelas sessões de combate atrás de combate. Comece com trilhas mais leves, entre no combate — e aí a solte entre os jogadores. O resultado vai ser ótimo, pode confiar.

Mercenários das Galáxias, James Horner

Eu cresci vendo os clones baratos de Guerra nas Estrelas… e não podemos esquecer de suas trilhas sonoras: elas invariavelmente tentavam evocar o clima épico de sua fonte e com isso acabavam enfatizando a canastrice envolvida. Talvez eu os adore por isso mesmo. A Trilha de Mercenários das Galáxias, assinada por um James Horner ainda no começo da carreira, é bem isso: um “Guerra nas Estrelas” do B… mas empolga e diverte por essa razão. Vale a pena.

Bubblegum Crisis, Kouji Makaino

Bubblegum Crisis (mais sua continuação, Bubblegum Crash) conta com uma das mais emblemáticas trilhas dos anos 80/90, com onze discos obrigatórios (oito de Crisis, três de Crash — não estou contando os discos vocais). Ela é a cara do período nas trilhas das animações japonesas, com guitarras e teclados. Todas funcionam como um relógio até hoje. Aviso: algumas trilhas cantadas podem ser açucaradas e… quebrar o clima. A seleção prévia é recomendada.

Sunset Waves (The Instrumentals), Maverick

Eu já recomendei, outro dia, sair à caça de projetos de Synthwave, Retrowave e similares para suas trilhas sonoras — algum dia eu devo fazer um “Cinco Trilhas Sonoras” só dedicados ao estilo. O Maverick entrega suas inspirações até no nome. Suas faixas cantadas são legais — é uma boa separar uma ou outra de vez em quando — mas é bem interessante prestar atenção nos temas instrumentais. Elas servem como um ótimo som de fundo para sua mesa de jogo.

Planets, Isao Tomita

Encerrando a sessão de hoje com algo totalmente fora da curva: Isao Tomita foi um veterano da música eletrônica e combinava sua capacidade de extrair sons únicos de sintetizadores à música clássica, criando interpretações únicas. Sua versão futurista dos “Planetas” — a suíte em sete movimentos de Gustav Holst — pode ser aquela trilha perfeita para sua aventura em uma nave espacial. Sem meias palavras, é atmosférica e… meio estranha.

Até a próxima.

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