Inteligência Imperial: Espiões

Essa é a segunda parte de nosso artigo sobre espionagem e missões de inteligência no universo de Brigada Ligeira Estelar — o primeiro pode ser visto AQUI. Na parte anterior falamos sobre diferentes jargões utilizáveis por agências secretas e serviços de inteligência. Elas partem da vida real mas podem tanto se aplicar ao universo futurista da Constelação do Sabre quanto ser adaptadas em seu cenário favorito. Agora nosso foco são os espiões em si.

Por espiões, entendemos qualquer um a serviço de uma operação de inteligência, mesmo não pertencendo a uma agência específica. Isso inclui tanto o agente secreto quanto o mero informante cooptado. Esses dados serão extremamente importantes para os mestres de jogo: quando as forças da Brigada Ligeira Estelar descerem em um planeta para invadir um domínio aonde uma super-arma está sendo utilizada, os jogadores vão precisar de mapas — e informações.

Com as informações a seguir, eles saberão aonde e com quem procurá-las antes da ação, garantindo assim desenvolvimentos interessantes para a aventura. Ah, sim, avisando: este segundo artigo vai ficar ENORME. Talvez eu devesse dividi-lo em duas partes… mas com isso, eu paralisaria este blog por um mês inteiro com um conteúdo pontual e sem perfil de coluna regular! Assim, eu vou pedir paciência aos leitores e, dito isto, vamos aos tipos de espiões:

Hora de começar a espionar, pessoal.

Agente Livre: geralmente é um espião de aluguel ou um agente duplo. Difíceis de controlar, frequentemente são eliminados caso os riscos se tornem grandes demais.

Agente de Suporte: um agente residente em território inimigo. Sua função é fornecer apoio a outros agentes, como dinheiro ou um teto caso seja necessário. Não costumam fazer nada realmente ilegal e com jogo de cintura, podem escapar do pior caso tudo dê errado.

Agente de Vigilância: responsáveis por monitorar pessoas ou locais à distância. Trabalham com escutas e câmeras escondidas.

Analista de Dados: catalogador de informações gerais sobre o alvo: economia, distribuição de renda, estoques de alimentos… é burocrático sim, mas fundamental para informar as condições do local-alvo.

Assassino: um operativo independente contratado para o trabalho sujo. Não costumam ser atos espetaculares. O alvo, normalmente, é só alguém que sabe demais.

Analista de Dados: trabalhinho empolgante, não?

Assessor: agente enviado secretamente a um território inimigo para treinar e equipar forças rebeldes. Geralmente, esses agentes tem experiência militar*.

Batedor: um soldado cuja função é se infiltrar em território inimigo na preparação de uma invasão. Presente aqui por operar uma missão de inteligência, reunindo informações.

Contra-Inteligência: agentes especializados em localizar espiões infiltrados — e neutralizá-los.

Cripto-analista: especialistas em decifrar códigos secretos de informação.

Dormente: um cidadão comum, com vida normal, trabalho e família. Algum dia, ele vai ser chamado à ação. Raramente são convocados e suas missões costumam ser simples: vigiar entradas e saídas de algum local (como garagens e rodoviárias), reportar movimentações de tropas…

Especialista Técnico: responsável pelos equipamentos e traquitanas necessários para uma missão. Lembram do Q nos filmes de James Bond?

Na necessidade de Batedores ou Observadores Avançados, sobra para quem?

Espião Condenado: quando um espião é considerado inútil, o normal é enchê-lo de informações falsas — e facilitar sua captura pelos inimigos, levando-os ao erro.

Espião Industrial: usualmente trabalham a serviço de corporações, mas agências de espionagem também se valem deles para obter tecnologias inacessíveis de alguma forma.

Espião Político: agente especializado em manipular políticos, apoiando e prejudicando figuras importantes. É um especialista em truques sujos, escândalos, propaganda, chantagens… e sim, assassinatos.

Furtivo: em suma, um ladrão comum. A diferença é seu alvo: ele invade outros locais para roubar ou fotografar documentos secretos.

Hacker: especialista em invasões e sabotagens cibernéticas.

Infiltrador: ele não se passa por um habitante local, mas por um turista ou negociante em viagem ao território inimigo, talvez se passando por nativo de um local aliado ao adversário**.

Hackers são fundamentais nas modernas missões de inteligência.

Observador Avançado: enquanto o Batedor reúne informação geral sobre uma área, o observador avançado — normalmente um soldado — se infiltra nas linhas inimigas para localizar alvos a serem atacados (depósitos de combustível, por exemplo).

Operador de Satélites: executam o tedioso trabalho de receptar, e interpretar, fotografias tiradas por satélite — quantidades de tropas, de veículos, etc.

Operário: um agente disposto a se unir à inteligência inimiga, e trabalhar duro, para ascender a uma posição aonde causará dano através de informações falsas, propaganda ou sabotagem. Esse trabalho pode levar muitos anos e, por isso, o agente precisa ser fanaticamente leal.

Propagandista: melhor descritos no artigo anterior, os propagandistas agem no sentido de minar a moral no lado adversário.

Recrutador: busca potenciais traidores para trabalhos de inteligência. Falaremos melhor disso no próximo artigo.

O operário pode estar ao seu lado — você não vai desconfiar.

Sabotador: mais comuns em tempos de guerra — mas não exclusivamente. Eles se infiltram em áreas estratégicas para deliberadamente destruí-las por dentro. O termo se aplica tanto ao falso operário responsável por uma bomba em uma fábrica de armas para robôs gigantes, quanto ao executivo plantado para sucatear uma estatal a serviço dos interesses da iniciativa privada. 

Sedutor: um agente, de ótima aparência, seduz pessoas em posições estratégicas, podendo convertê-las à sua causa, descobrir segredos enquanto relaxam após momentos íntimos ou se aproveitar de sua proximidade para reunir informações de uma forma ou de outra. Geralmente agentes femininas desempenham esse papel mas homens também podem fazê-lo. Parece glamouroso? Pense duas vezes***!

Traidor: qualquer um com acesso a segredos e que, por algum motivo, tenha decidido entregá-los ao inimigo. Falaremos melhor disso no próximo artigo.

Sedutora: isso também pode fazer parte do trabalho.

Como utilizar tais conteúdos na sua mesa de jogo? De várias formas. Um nobre espadachim de Trianon pode ser usado pela Inteligência Imperial para se infiltrar em uma corte regencial como potencial aliado político, tendo ao lado um oficial da Brigada Ligeira Estelar se passando por seu primeiro-cavaleiro. Talvez sua missão seja desbaratar a sabotagem (bancada pelos tarsianos) de uma estatal estratégica. E isso tudo envolve missões de inteligência.

Este é só um exemplo. Elementos da espionagem (como gênero de aventura) são frequentes e muitas vezes fundamentais ao gênero dos robôs gigantes, mesmo em seus exemplares de tom mais militar. Eles tem absolutamente tudo para enriquecer sua aventura e… sim, só falta um artigo agora: sobre os perfis dos candidatos a espiões. A cereja narrativa do bolo para suas aventuras de Brigada Ligeira Estelar, caso se vá para este caminho na mesa.

Até a próxima!

E sua próxima missão é…

* Muito comum na vida real. Basta lembrar as alegações de treinamento da Al-Qaeda pela CIA enquanto os Soviéticos invadiram o Afeganistão.
** Em tempos de guerra, esse papel costumeiramente é entregue a idosos ou mulheres — homens jovens, sem uniforme militar, tendem a chamar atenção demais.
*** Todos pensam nas Bond girls passeando pela cama do bom e velho 007 mas, realisticamente, o que temos são mulheres bonitas obrigadas a se deitar com algum cara velho, gordo e careca para cavar informações de alcova. Uma referência sobre o tema é a ótima (e hoje, infelizmente, esquecida) história em quadrinhos Justiça, LTDA., de Andrew Helfer e Kyle Baker. Foi publicada pela Editora Abril nos anos 80 mas pode ser encontrada em sebos. O segundo volume traz uma visão desconstrutiva e muito cruel sobre o assunto.

DISCLAIMER: Read or Die, Read or Dream e seus derivados pertencem a Hideyuki Kurata via Studio Deen; Guilty Crown pertence a Production I.G., Inc.;  Heavy Object é propriedade da J. C. Staff Co., Ltd., baseada na obra de Kazuma Kamachi; Princess Principal é propriedade da Studio 3Hz, inc. and Actas, inc.; e Geshiken, que entrou aqui de gaiato, é propriedade de Kazutosh Iida e Shimoku KIo, via… ah, sei lá qual estúdio (essa série teve várias produções animadas por diferentes companhias e, sendo honesto, não assisti nenhuma delas) — Todos esses personagens e situações pertencentes a seus respectivos proprietários. Artigo livremente inspirado e baseado no texto de John W. Baichtal para a revista Shadis, Volume V, Número 4. Imagens para fins jornalísticos e divulgacionais.

3 comentários

  1. “Esse artigo vai se autodestruir em 1 minuto” XD
    Com tantos papéis diferentes, não me admira que tantas histórias do tema tenham personagens que acumulam funções diversas pra simplificar o elenco (ás vezes com a justificativa de falta de pessoal ou verba). Muito ansioso pelo próximo artigo.

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