Cinco Trilhas Sonoras – II

Quando postei outro texto parecido (AQUI, alguém lembra?), deixei claro: caso houvesse oportunidade eu faria de novo. A ideia é simples: trazer cinco trilhas sonoras legais (bom, eu as acho legais) para servir de fundo ambiente nas suas sessões de BRIGADA LIGEIRA ESTELAR RPG. Soa como um tapa-buraco periódico sim, admito — mas isso me diverte, então tudo bem por mim. Talvez meu gosto seja vintage demais e por isso vou tentar equilibrar as coisas.

E gente… deixem comentários e sugestões. Vivemos em um tempo no qual os blogs estão perdendo comentários e visitações, sendo preteridos pelas redes sociais e programas como o What’s App e o Telegram, mas convenhamos: é preferível ter um texto à disposição de todos, em um blog, à caçar históricos em alguma comunidade perdida de Facebook (sim, é um porre e isso explica o motivo pelo qual muitas vezes eles acabam esquecidos). Então, ora, aproveitem!

Space Runaway Ideon

Esta série de 1980 não é para todos. Começa como mais uma série de super-robôs feita para vender brinquedos, mas seu rápido fracasso comercial fez Yoshiyuki Tomino — criador de Gundam e vítima crônica de depressão — tomar as rédeas da série e transformá-la em um crescente festival de violência e niilismo, culminando em um longa-metragem artisticamente fundamental para uma geração de criadores. A animação japonesa dos anos 80 começou aqui. A trilha de Kōichi Sugiyama (famoso pelos temas dos jogos de Dragon Quest) merece destaque: ora tensa, ora reflexiva, tem o dom de infundir certa melancolia em cenas de ação e batalha. Vale a pena.

Gundam: G no Reconguista

Ainda com Yoshiyuki Tomino — mas em sua empreitada mais recente (2015). Ele tem personagens vívidos e cativantes, algumas das melhores coreografias de luta da franquia, é plasticamente belíssimo, tem boas ideias aos montes e pessoalmente eu a prefiro em comparação a séries mais populares, como Seed ou 00. No entanto, é claramente um anime de 52 episódios reprocessados em 26 e isso tornou tudo… impenetrável para quem chega sem aviso. Mas e a trilha sonora de Yugo Kanno? Ela é climática, tem momentos belos e casa muito bem com suas sessões de Brigada Ligeira Estelar. Reconguista é aventuresco no geral — e a trilha não foge a esse tom.

Megazone 23 – Parte III

Megazone 23 teve uma história esquizofrênica de produção. Originalmente pensado como uma série de TV, o projeto morreu na praia com poucos capítulos produzidos e decidiram transformar esses restos em algo a ser lançado diretamente em vídeo. O sucesso foi inesperado mas os envolvidos já estavam em outros trabalhos e, por isso, as continuações foram feitas por equipes bem diferentes. Isso também se aplica à música: esta é a trilha da parte III, composta na maioria por Keishi Urata. Sintetizadores etéreos, urbanos e ótimos para climas atmosféricos, mas as trilhas de ação não desapontam. As músicas pop também são boas e não comprometem.

Vandread

Essa série (conceitualmente, uma extrapolação do mesmo conceito de “guerra dos sexos literal” do longa Macross: Do You Remember Love?) é bem a cara de seu tempo na animação mainstream japonesa e foi uma das pioneiras ao incluir interação entre animação em cel-shading (para robôs e naves) e algo mais tradicional (para os personagens), mas isso já virou rotina e ficou meio datado. Mesmo assim, ela diverte até hoje — justamente por não se levar nem um pouco a sério. A trilha de Yasunori Iwasaki é perfeita para sessões de jogo com muitas sequências de combate, alternando trilhas mais orquestradas com batidas eletrônicas dançantes. Vale.

Aldnoah Zero

A série baseia-se em uma ideia interessante: Super Robot versus Real Robot — ou melhor, o que aconteceria se invasores com robôs gigantescos tomassem a Terra e nós só tivéssemos robôs na faixa dos vinte metros? A resposta: estratégia ou morte. Ah, sim, os vilões são perfeitos como referência para BRIGADA LIGEIRA ESTELAR RPG. A primeira temporada foi interessante, a segunda despenca brutalmente e compromete o próprio conceito. Quanto à trilha sonora de Hiroyuki Sawano, é bem contemporânea e, embora ela não me empolgue muito, tem bons momentos e funciona para manter a bola rolando na mesa até partirmos para um momento mais explosivo. 

Divirtam-se.

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