Cinco Trilhas Sonoras — 30/07/20

Sim, essa seção aqui não dá tanta audiência em visitações… mas eu gosto dela. Se tornou esporádica no final das contas, mas quando quero apenas relaxar a cabeça e sugerir aquela pequena trilha sonora de fundo para suas sessões de Brigada Ligeira Estelar, ela é infalível. Vocês podem pensar: “ah, ele apenas está sem ideia melhor para um artigo e colocou esse treco como tapa-buraco” — e até havia razão nisso quando eu postava duas vezes por semana…

…mas não agora. Minha motivação tende a ser outra: eu escrevo um punhado de artigos, todos de uma vez, e deixo o material antecipado. Depois disso, quero descansar um pouco a cabeça — e a música me distrai. Por qual motivo eu não uniria o útil ao agradável? E dessa vez vamos cavucar as trilhas sonoras dos OAVs do gênero, em sua maioria dos anos 80 e 90. O bom delas é sua natureza autônoma — todos tem um pouco de tudo em termos de clima dramático.

Cosmo Police Justy (1985)

Conheci Justy por acaso: o mangá original foi publicado na França há algum tempo, o artista volta e meia posta artes no twitter, gostei das ilustrações… e procurei conhecer melhor o material. Essencialmente é sobre um policial espacial Esper com métodos de trabalho pouco “oficiais”, especializado em caçar criminosos com poderes similares. A trilha sonora é excelente, muito bem-executada — mas suave e tranquila em boa parte. Talvez seja bom usá-la pontualmente, quando nada for acontecer tão cedo.

Project A-Ko (1986)

Convenhamos, esse anime entra na lista por tabela — afinal, uma das personagens é especialista em treconologia, por assim dizer. Além de render um dos melhores RPGs de humor de todos os tempos, sua trilha sonora se tornou icônica entre o fandom ocidental de anime (o tema “Explosion” aparecia nos trailers de vídeo da U.S. Manga lá fora — e no Brasil foi eternizado pelos… motivos errados). Recomendo uma seleção para pular as faixas cantadas na mesa de jogo, mas o instrumental é ótimo, vai por mim.

Dragon’s Heaven (1988)

Esse anime é uma espécie de prestação de tributo à influência da Metal Hurlant — mais exatamente do artista-pôster da tendência, Jean Giraud (vulgo Moebius — já mencionamos isso antes) na animação japonesa da época. É um bom exemplo do padrão: temas de abertura e encerramento com aquele pop típico da época, embalando um conteúdo equilibrado entre temas instrumentais roqueiros com muitas guitarras e mais teclados nas cenas de ação… e temas orquestrais mais pontuais, dramáticos e reflexivos. Vale.

Appleseed (1988)

Em termos de mangá, prefiro Appleseed à Ghost in the Shell. Na minha humilde opinião, Masamune Shirow se encontrou melhor na saga da ex-soldado Deunan (e seu parceiro ciborgue Briareos) em uma utopia defeituosa. Em animação, aconteceu o inverso: nomes como Mamoru Oshii e Kenji Kamiyama trouxeram prestígio à GITS enquanto este OAV não passa de um… produto de seu tempo. A trilha não é genial mas funciona: City Pop instrumental, pop chiclete na voz de idols esquecidas, sintetizadores — deixe rolar.

D-1 Devastator (1993)

Filho único da divisão de animação da companhia de brinquedos Takara (hoje, Takara Tomy), essa produção era focada em carros possantes… transformados em robôs pilotáveis, é claro. O projeto fez água mas o importante aqui é a trilha sonora — e ela é boa. Ela começa com um city pop tranquilo mas, rapidamente, embarca em um tom de ação: é dinâmica, cheia de energia e vai agitar sua mesa de jogo. Claro, tem sempre o pop açucarado obrigatório… mas de resto encare sem medo.

Divirtam-se e até a próxima.

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