Arquivos da Voz do Sabre – 03/12/20

Sim, repetindo mais uma vez para recém-chegados: A Voz do Sabre foi uma seção publicada no antigo site da Jambô Editora — e, mais tarde, na Dragão Brasil. A ideia dele era a mesma da Gazeta do Reinado: um “jornal” (aqui, um blog de guerrilha) trazendo ganchos de aventura para os jogadores. O conteúdo da DB continua acessível para os leitores mas o material original foi perdido com as mudanças do website — e estamos resgatando partes desse acervo.

Há muito pouco a dizer de agora em diante. Talvez não haja mais tanto nariz-de-cera nas próximas postagens (e não serão poucas: eu postava antigamente quatro notas do “Fides Antevorte” e aqui, selecionando esses textos, posto apenas três. Isso faz bastante diferença). Lembrem-se, eu não entrego o texto original em estado puro: eu o edito e, eventualmente, expando ou enxugo para melhor apreciação aqui neste espaço. Esse material precisa de edição.

Mais ainda: ele precisa ser mais funcional, em certos casos, como ganchos de aventura para o mestre de jogo. Espero estar oferecendo um produto melhor (e mais útil) para suas mesas de jogo no final. Assim, sem mais delongas, vamos devolver a palavra à “Fides Antevorte” — na verdade, um nome de guerra a proteger quatro (ou cinco) diferentes blogueiros jornalísticos. É hora de A Voz do Sabre voltar a cumprir sua missão… sem, mais uma vez, ser pega.

Oportunidades de Ouro

Rumores falam de uma antiga colônia mascon (ou seja, em uma área com concentração artificial de massa) recentemente descoberta nos polos de Adastra, a única lua de Moretz. A base pode ter séculos e se revelou praticamente intacta: o local está completamente despressurizado graças à ausência da presença humana em seu interior por tanto tempo. A temperatura perto do zero absoluto e a inexistência de germes ou oxidação colaborou, e muito, para isso.

Se o rumor for verdadeiro, quem conseguir tomá-la e requisitá-la poderia criar uma cidade-protetorado imperial livre da influência das cidades aéreas deste mundo ou, mais importante, das guildas — elas não gostariam nem um pouco da presença de uma força independente dentro da esfera interplanetária regencial, capaz de prescindir do seu intermédio para qualquer movimento comercial (especialmente quando o planeta Inara está no mesmo sistema solar).

Mas se o local é tão valioso assim, por qual motivo o responsável por soltar o rumor não está interessado em requisitá-la? Ora, não é óbvio? Se isso for verdadeiro, as guildas de Moretz já estão à procura dessa base — e quem a localizou não está tão disposto assim a pôr seu pescoço em risco mas também não está nem um pouco a fim de mostrar o caminho das pedras para esses sujeitos. Aonde eles pisam, não cresce mais grama — e todo mundo sabe disso!

Desenterrando o Passado 

Delinquentes costumam ser um problemas nos grandes centros — e as cidades ao redor de Metropolitana, em Tarso, costumam ser sujeitas à sua presença. A grande mídia suavizou muito a situação para o resto da Constelação e há interesse político em forjar uma imagem de “planeta eficiente”. Mas ninguém está noticiando sobre como essas gangues, pilotando irregulares e refugos modificados, aumentaram assustadoramente seu poder de fogo nos últimos meses.

Uma fonte quente nos passou o motivo: aparentemente uma gangue de jovens criminosos desenterrou por acidente um cemitério de máquinas datado da Insurreição Tarsiana, mais exatamente de quando os Voluntários do Sabre retomaram o planeta. Na iminência da derrota, os “corajosos revolucionários” de Tarso subitamente começaram a ocultar tudo aquilo capaz de levá-los à corte marcial e, pelo visto, essas gangues encontraram um verdadeiro tesouro bélico…

Elas não tem capacidade verdadeira para explorar todo o potencial da descoberta… mas ainda fazem um estrago: quando não sucateiam o que encontram, misturam e fazem combos bizarros como nenhum dos dois lados da guerra fez, barbarizando em LARGA escala nas ruas. Seus governantes negarão o quanto puderem, em nome da farsa de um planeta eficiente e superior — mas quando tudo estourar e inocentes morrerem, lembrem-se: nós expusemos a verdade primeiro.

Crise entre Planetas

Dom Enzali Droz, de Gessler, é um dos mais respeitados parlamentares desse planeta e surpreendeu a todos, nesta última semana, ao apresentar no congresso a proposta de um teto, por lei, limitando a presença de mercenários de seu próprio mundo em Trianon. Apesar da polêmica, ela faz sentido: Gessler e Trianon fazem parte do mesmo sistema solar — e tem um tráfego comercial intenso, sendo Trianon a maior cliente dos mercenários de seu mundo vizinho.

Qualquer um se perguntaria se esse nível de intercâmbio com Trianon é realmente desejável: quanto dinheiro de Trianon realmente acaba nos bolsos de seus mercenários, em detrimento das próprias guardas? Qual tipo de visão o povo comum de Trianon tem sobre Gesslerianos? O grande medo de Droz é, no caso da maré política virar, a possibilidade de uma guerra capaz de ser levada ao território de Gessler… e nela, nenhum centavo será ganho por seu mundo.

Dom Droz pensa no futuro de Gessler a longo prazo — mas muitos no parlamento regencial odeiam a ideia: os negócios com Trianon rendem muitos dividendos ao planeta. Isso o pôs sob risco de vida e ele busca operativos de outros mundos para protegê-lo até a votação. Mas, como falamos de Gessler, quem seria corajoso o bastante para proteger quem agregou tantos inimigos de uma só vez? 

Até a próxima — e que as Estrelas do Universo protejam a todos nós.

2 comentários

  1. “Temperatura abaixo do zero absoluto”? Não seria um pouco acima? Porque o zero é MESMO absoluto.

    Metropolitana deve ter ruas bem grandes pros robôs poderem circular (faz sentido, a cidade foi feita pra carros, não gente…)

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