Resenhas – 21/01/21

Bem, é a famigerada hora do bloqueio criativo. Nesse caso, quando você olha para a grade de artigos e não tem perspectiva de texto pronto à sua mente, é hora de puxar o vidro de emergência e abrir o famigerado e tão adiado artigo de resenhas. Ele vai ser BEM eventual, na verdade: embora eu realmente veja e leia muito material interessante como referência potencial nas minhas horas vagas, preciso produzir e, caso essa seção se torne muito regular…

Bem, vocês entenderam. Em todo caso, eu não pretendo adotar uma linha rígida aqui. Falarei de filmes, livros, quadrinhos, RPGs, qualquer coisa potencialmente interessante como referência para os jogadores de Brigada Ligeira Estelar… preferencialmente ao alcance legal, é claro. Já arranhei isso em algum momento AQUI, lembram? De resto, se divirtam. Alguns creem ser preciso ler mil referências para jogar Brigada — e nada está mais longe da verdade.

Ah, sim: para começar, vamos falar da trilogia de livros Arquivos Têmis, publicada pelo selo Suma de Letras da editora Intrínseca, do jogo para celulares Iron Saga e do velho desenho animado Galaxy Rangers, aproveitando seu relançamento em DVD no Brasil pela World Classics. De resto, se vocês gostarem, certamente teremos mais resenhas. Apenas não peçam por muita regularidade, por favor! Ainda preciso produzir — e vocês não querem atrasos, querem?

Arquivos Têmis (de Sylvain Neuvel)

Capas nacionais dos Arquivos Têmis. Gente, qual o problema em pôr robôs gigantes aqui?

SINOPSE: um projeto secreto reúne partes de um robô gigante espalhadas pela Terra. Ao montá-lo de vez, atraímos os alienígenas… com consequências trágicas. O primeiro livro, Gigantes Adormecidos, foca na escolha dos pilotos e dos primeiros invasores no final. O segundo, Deuses Renascidos, lida com uma invasão em massa desses seres. O terceiro, Apenas Humanos, mostra dramaticamente como isso afetou a vida em nosso mundo — e no mundo dos invasores.

COMENTÁRIOS: pensem nessa trilogia como a versão HBO de um anime de super-robôs (o autor assumiu se inspirar em UFO Grendizer e há acenos à Neon Genesis Evangelion). Tem projetos secretos misteriosos, aliens humanóides, tramas viajadas sobre a origem da humanidade — e claro, nossa ambição desmedida e propensão à violência como os piores inimigos no final. Não ficaria deslocado ao lado das desconstruções oitentistas do gênero como Ideon e Baldios.

Imagens das capas da edição limitada publicada lá fora. Não gostei muito, mas…

VALE A PENA? Eu diria depende. É escrito de forma epistolar, via documentos e gravações. Se por um lado isso o dinamiza (você começa a ler por acaso e sem perceber, já matou quarenta ou cinquenta páginas), por outro força… e muito… a amizade para nos trazer o lado humano dos personagens. Para piorar, essa dinamização torna tudo raso e digestivo: quando finalizei o terceiro volume, esqueci imediatamente tudo sobre a trilogia. Tudo. É um mau sinal.

COMO REFERÊNCIA: essa série se atém a elementos clássicos e procura torná-los… verossímeis. Embora Brigada Ligeira Estelar seja um real robot, é fácil encaixar alguns desses conceitos em jogo. Pilotos de testes em um projeto secreto observado pela Inteligência Imperial? Uma tecnologia dos tempos do Grande Vazio? Seu acionamento atrai inimigos misteriosos? Eles não precisam ser alienígenas — podem ser tecnologia autônoma interestelar, por exemplo!

Kidou Sentai Iron Saga

E tem o Masami Obari no meio, pô. Os robôs estão garantidos.

SINOPSE: doze robôs gigantes de batalha conhecidos como “Grandes Deuses” mergulharam a Terra em um conflito apocalíptico no passado… porém, hoje isso é lenda. Séculos depois, a humanidade mal se lembra do evento mas os robôs de batalha (Battle Mechs) se tornaram comuns. E em um cenário de fronteiras instáveis, conspirações políticas e guerras constantes, sempre são necessários mercenários ou caçadores de recompensas (independentes ou em guildas)…

COMENTÁRIOS: Iron Saga é um jogo para celulares produzido pela chinesa Game Duchy, com versões em japonês (fãs dos dubladores de anime farão a festa), coreano e inglês. Há um pouco de tudo para todos os gostos: seu modo história é um RPG (com direito a side-quests aonde exploramos o elenco), mas há também gachas, mini-jogos, bullet hell… e de quebra, eles investiram pesado nas artes dos personagens, nas tramas, no mecha design e na trilha sonora.

Só para mostrar um pouco mais de visual — o forte do material, aliás.

VALE A PENA? Bem, por trás desse deslumbre há uma jogabilidade meio convencional mas isso não o compromete. Entretanto, ele é uma maquininha de sugar tempo: se você estiver estudando para o ENEM ou escrevendo uma trilogia de romances, evite cumprir todas as missões diárias e se foque no pontual. Para piorar, os robôs tendem a só ficar melhores nos níveis mais altos e, se você quiser chegar lá, perca sua esperança e vá puxando o cartão de crédito…

COMO REFERÊNCIA: é provavelmente a melhor referência para mercenários e caçadores de recompensa em Brigada Ligeira Estelar — preste atenção no modo história (encampado pelo personagem Becas) e em algumas side quests. É um mundo bem amplo, permitindo explorar de academias para jovens ricos até intrigas palacianas. Por outro lado, certas side quests (e vários personagens) abraçam o ridículo sem dó. Saiba o que procura e seja seletivo se for o caso.

Galaxy Rangers — Os Cavaleiros da Galáxia

Só lembrando de como esse desenho foi ambicioso — e a trilha era matadora.

SINOPSE: “Em 2086, dois pacíficos alienígenas vieram a Terra em busca de ajuda. Em troca, deram o projeto do primeiro hiper-propulsor, permitindo que o Planeta abrisse as portas para os astros. Foi montada uma equipe de indivíduos únicos para proteger a Terra e seus aliados, corajosos pioneiros comprometidos com os mais altos ideais de justiça e dedicados a preservar a lei e a ordem pela nova fronteira. Estas são as aventuras dos Galaxy Rangers!”

COMENTÁRIOS: nem vi motivo para escrever uma sinopse — o texto acima é a narração de abertura da série e quem o assistiu sempre vai guardar essas palavras na cabeça. Em todo caso, eles são uma espécie de cavalaria espacial, cujos oficiais de elite usam implantes cibernéticos ativadores de poderes especiais (no caso dos protagonistas: um braço super-forte, poderes psíquicos, integração homem-máquina e, no caso mais exagerado, poderes transmorfos).

Eu falei de novo como as canções eram matadoras? 😀

VALE A PENA? Talvez o melhor desenho estadunidense da época, graças a roteiristas sci-fi como Brian Daley e James Luceno. Infelizmente os executivos fizeram a série se infantilizar gradualmente, após um ótimo início, mas vale mesmo assim. Sobre o DVD nacional: o CD é fullscreen 1:33:1 e a imagem é distorcida para preencher a tela. Só resta apelar para o modo zoom, cortando as partes de cima e de baixo. Mas a dublagem nacional dos anos 80 está lá!

COMO REFERÊNCIA: nem foi intencional mas, com certeza, marcou muito meu imaginário. Se a Brigada Ligeira Estelar fosse inspirada na cavalaria estadunidense do velho oeste, ao invés da cavalaria europeia com seus hussardos e lanceiros (e se seus oficiais ganhassem superpoderes ao invés de robôs gigantes), ela seria os Galaxy Rangers. Nas mãos de um mestre de jogo, é uma grande referência para aventuras. Vejam sem falta.

Até a próxima e divirtam-se.

DISCLAIMER: Arquivos Têmis, Gigantes Adormecidos, Deuses Renascidos e Apenas Humano são propriedade de Sylvain Neuvel; Kidou Sentai Iron Saga é propriedade da Game Duchy e Hangzhou Sentai Interactive Entertainment Co., Ltd.; The Adventure of Galaxy Rangers é propriedade de Entertainment One Ltd. e Hasbro, Inc. Todas as imagens e vídeos aqui apresentados para meros fins jornalísticos e de divulgação.

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