Trazendo quem “não gosta” de Robôs Gigantes

Pessoalmente, acho Beisebol… insuportável de se assistir. Não é birra ou rancor. Só acho chato e ele aciona todos os gatilhos de dispersão possíveis na minha cabeça. Tentei por curiosidade, mas não deu. No entanto, acho fascinante a existência e popularidade dos animes e mangás de beisebol no Japão. É sinal de uma mídia que fala para o próprio povo e que se relaciona com aquilo que lhe interessa. Não é coisa de otaku — é de massa, no bom sentido.

O que quero dizer é que se você se interessa pela história da mídia, alguns de beisebol são inevitáveis. Touch, de Mitsuru Adachi, tem uma das melhores narrativas visuais que li na vida e fala muito sobre o senso comum japonês. Rookies, de Masanori Morita, é uma comédia espetacular sobre a socialização de um grupo de delinquentes através do esporte. E o shōnen, como um todo, deve as calças ao Star of the Giants de Ikki Kajiwara e Noboru Kawasaki.

Mas este é um blog dedicado a um RPG inspirado nos animes de space opera e de robôs gigantes. Qual o sentido desse assunto? É que eu estou falando do ponto de vista de alguém que não suporta assistir uma partida de beisebol. E mesmo assim, pude entender, apreciar — e até gostar muito — de alguns mangás do gênero. Porque eles tinham algo relacionável e interessante para mim. E aqui, podemos voltar aos nossos bons, velhos e queridos robôs gigantes.

E CHEGA de Beisebol.

Vamos ser diretos: o tempo no qual os robozões eram os verdadeiros embaixadores da animação japonesa já vai longe, muito longe. Há animes e mangás para todos os gostos, e o Battle Shōnen tomou o trono mundialmente. Não que ele tenha deixado de existir, ser popular ou se mostrar icônico no Japão. Gundam continua sendo uma fortaleza até hoje, com receita total de cinco bilhões de dólares — e estando entre as cem maiores franquias de mídia do mundo.

Então não me espanta muitos fãs de anime dizerem “não gostar de mecha” após tentarem encarar algo do gênero e desistindo. Com a redução de material, ele perde granularidade temática e acaba se ancorando nos seus “valores seguros”, para não perder quem sempre consome o gênero. Ele deixa de oferecer coisas diferentes e mal ou bem, isso respinga no Brigada. Quantas vezes um mestre não ouviu um “Não sei, robôs gigantes…” ao tentar jogar uma campanha?

Eu sempre vou usar esse gif nessas horas.

O que eu estou propondo é uma abordagem diferente para tentar garfar seus jogadores. Procure pensar no que eles gostam e mostre a eles referências sinalizadoras de algo que lhes seja atraente. Quais são seus animes favoritos? Battle Shōnen? Shōjo escolar? Comédia de Harém? Não importa: certamente teremos… algo. Assista com ele e depois diga: “Com este livro” (e nessa hora você saca o seu volume de Brigada Ligeira Estelar) “podemos ter tudo isso.”

Eu estou demorando a ir direto ao ponto desta vez, fato, então chega de perder tempo. Pretendo dividir este artigo em duas partes. A primeira, a de hoje, é organizada em termos de perfis de gostos entre quem assiste animes. A segunda é focada em quem já joga RPG. Vamos apresentar primeiro a recomendação, depois mostrar como o mestre pode usar elementos disso para atrair seu jogador e mantê-lo interessado em jogar. Dito tudo isso, vamos em frente.

O poder do Nekketsu! LUTE COM SEU ROBÔ GIGANTE!

O Fã de Battle Shōnen

O que eles amam: jornadas do herói, poder conquistado com treino e determinação, vilões cada vez mais fortes a cada arco, saltos de evolução do poder, rivalidades tornadas em amizades, técnicas de ataque com nomes dramáticos.

Referências: Gurren Lagann é imperdível (veja o ponto onde Simon supera a morte de Kamina). Super Robot Wars: Original Generations — The Inspector vale a olhada. E não perca o arco de G Gundam em Shinjuku (episódios 12 a 17)!

Como traduzir para Brigada: seu robô é a extensão do seu corpo e da sua força de vontade. Cada novo modelo, cada upgrade, cada “limite removido” é um novo nível de poder ao alcance, conquistado com suor e lágrimas. O piloto que começa tudo em um hussardo genérico e, aos poucos, desbloqueia um protótipo exclusivo é o equivalente mecânico de um novo Rasengan. O rival arrogante de outra unidade que depois vira aliado? É um clássico do battle shōnen.

Se Gurren Lagann não te empolgar até as alturas, você não tem sangue nas veias.

Tente manter certa testosterona no ar, pelo menos ao que diz respeito a esse personagem na mesa de jogo. O universo dos pilotos de robôs não é diferente do dos pilotos de caça. Orgulhos, arrogâncias, bravatas, mas também o reconhecimento quando você mostra não ser um zero à esquerda. Você precisa se provar — e ir além. Pense em um espetinho de carne: é preciso comer um naco para se chegar ao próximo. A evolução de um personagem como este é assim.

Gancho de campanha: “Você é um piloto novato na Brigada, designado para uma unidade de elite. O comandante das forças agregadas regionais é um nobre frio, distante, e claramente não acredita em sua capacidade. No primeiro combate real, seu robô trava, seu melhor amigo é abatido, e algo maior em você… desperta. Agora você precisa dominar esse poder da vontade dentro de si antes que ele te consuma — ou que seu comandante resolva se livrar de você.”

Macross Frontier: aqui, o romance toma conta de tal forma que o equilíbrio com a sci-fi/mecha sai comprometido.

O Fã de Shōjo/Romance

O que eles amam: relacionamentos que crescem aos poucos e drama emocional, personagens com feridas internas que precisam de tempo e compreensão para cicatrizar, estética bonita, momentos vulneráveis, encontros e desencontros.

Referências: nenhum deles é realmente um shōjo (a sci-fi shōjo setentista não foi por esse caminho*), mas, em termos de romance, temos Five Star Stories, Macross Frontier (fazer o quê**)e Gargantia on the Verdurous Planet.

Como traduzir para Brigada: lembra do que dissemos sobre o cenário, “o que começa fora do robô termina dentro dele”? Isso se aplica aqui. Pense no piloto que fecha os olhos para todos mas confidencia seus medos apenas para sua copiloto. Ou na dor de ver alguém que você ama ser enviado para uma missão suicida. Ou no beijo roubado na oficina mecânica enquanto o robô está sendo reparado. E não esqueçamos os famigerados triângulos amorosos de sempre!

Já em Gargantia on the Verdurous Planet, o romance não está lá pelo romance e funciona ao lado do sci-fi/mecha***.

Já fizemos dois artigos úteis para quem deseja ir para este caminho, o Especial: Dia dos Namorados e o Triângulos Amorosos. Foram feitos na época do Alpha e talvez precisem de atualizações pontuais. Também fizemos, um pouco mais recentemente, uma pequena lista dos piores namorados e namoradas possíveis em sua campanha. Esse foi uma brincadeira, mas pode ser útil. E não esqueçamos do planeta Annelise! Ele foi criado para isso mesmo, pode conferir!

Gancho de campanha: “Você foi designada(o) como parceiro(a) de um piloto talentoso mas problemático. Ele(a) é brilhante em combate, mas se recusa a se abrir com você. Algo em seu passado o(a) impede de confiar em alguém. Aos poucos, entre missões, treinos (e noites em claro na base), você descobre o porquê. E descobre também que o maior perigo pode não estar no campo de batalha, mas no seu coração.” Sim, é para ser brega mesmo. Assuma o ridículo.

Full Metal Panic. Isso mesmo. É uma série de robôs gigantes, e das boas. Mas também é zoeira pura.

O Fã de Comédia/Harém/Escolar

O que eles amam: situações constrangedoras, mal-entendidos que viram piada, triângulos amorosos (ou pentágonos, hexágonos… vocês entenderam), rivalidades cômicas, contraste entre o mundano e o absurdo, personagens exagerados…

Referência: mostre os sete primeiros episódios de Full Metal Panic em sequência, funcionam como um filme e têm de tudo. A ação com robôs está perfeitamente equilibrada com a comédia rasgada. E veja Martian Successor Nadesico!

Como traduzir para Brigada: trate a base militar como uma escola, mas com robôs. Os pilotos dividem dormitórios, têm escalas de faxina, estudam táticas, roubam o lanche um do outro, competem entre si por quem fica com o melhor tepeque… Um episódio inteiro pode ser sobre o roubo da calcinha de uma das pilotos mais bonitas da base. Ou sobre como esconder que você vai encarar uma missão de alto risco…no mesmo dia em que tinha combinado um encontro.

Martian Successor Nadesico: não sei se vocês repararam, mas essa cena não está sendo feita tão a sério…

Da mesma forma, tente enquadrar seu elenco de coadjuvantes com os tipos mais clichês colegiais possíveis! Se encararmos o comandante da base como o diretor de escola, aquela piloto arrogante e metida a besta como a patricinha da sala de aula, aquela nobre de postura orgulhosa como a garota rica da sala… bem, vocês entenderam. Isso pode ser divertido para todos! Mas mantenha o contexto sério: o humor vem dos personagens e se destaca por contraste.

Gancho de campanha: “Você acaba de ser transferido(a) para uma base de treinamento de elite. O problema é: seu novo quarto é ao lado da pessoa mais insuportável da unidade. Uma outra pessoa do seu time tem uma paixão não correspondida por você. E o comandante decidiu que amanhã tem simulação de combate — e os pares foram sorteados. Pelo amor dos deuses, alguém sabe onde esconder aquela revista ‘proibida’ que você pegou emprestada e não devolveu?”

I’m the Evil Lord of an Intergalactic Empire: Impérios Espaciais. Grandes Belonaves. Robôs Gigantes. E é isekai.

O Fã de Isekai/Fantasia

O que eles amam: protagonista que começa fraco e fica apelão, construção de mundo detalhada, rankings crescentes de poder, guildas, sistemas de perícia e evolução e a sensação de que sempre há um inimigo maior no seu caminho.

Referências: Mostre a ele isekais de fantasia espacial e sci-fi — eles existem! Evil Lord of an Intergalactic Empire é ótimo, e o anime de Reborn as a Space Mercenary: I Woke Up Piloting the Strongest Starship sai em outubro!

Como traduzir para Brigada: robôs gigantes são literalmente cavaleiros de armadura, mas com motores de fusão. O universo de Brigada tem facções, hierarquias militares, robôs lendários perdidos de guerras anteriores, pilotos com perícias únicas (poderes espers substituem magia muito bem). Sugira a ele ser um piloto acidental, vindo de fora da Constelação e sem a menor ideia de como as coisas funcionam por lá. Um “congelado” pode ser uma boa ideia.

E se ao invés de parar em um mundo de fantasia medieval, parasse em um universo ao estilo EVE Online?

É interessante que, embora o deslocamento lhe traga problemas, ele possua conhecimentos bem úteis que lhe representem algum tipo de vantagem. O resto é questão de treinar e evoluir. Um personagem congelado desde os tempos do grande vazio pode dominar uma tecnologia além da compreensão e fazer modificações em seu robô que surpreendam a todos, por exemplo. Isso é muito coerente com o cenário: muita coisa do passado se perdeu. Discuta com o jogador.

Gancho de campanha: “Você pertence a um dos mundos colonizados pela humanidade, mas seu planeta foi atacado por um inimigo desconhecido e só lhe restou fugir. Você ficou à deriva em estado criogênico por muito tempo, emitindo sinais — e esperando ser resgatado por alguma nave. De repente, é encontrado por um cruzador da Brigada Ligeira Estelar… e a constelação fica muitos anos-luz à distância de seu sistema solar original. O que você fará agora?”

Os robôs estão lá em Patlabor 2. Mas o diretor Mamoru Oshii queria mesmo era falar do papel geopolítico japonês.****

O Fã de Sci-Fi Clássico/Hard

O que eles amam: política, estratégia, construção de cenário consistente, perguntas filosóficas (o que é humano? o que é consciência?), batalhas táticas, personagens adultos com motivações complexas — ficção científica séria.

Referências: Patlabor 2: The Movie (não é sobre robôs, é sobre golpe de estado, fake news e fragilidade institucional). Ou os primeiros capítulos de Gasaraki (foi profético: é anterior à invasão estadunidense ao Afeganistão).

Como traduzir para Brigada: ignore os robôs, por um momento, e foque na Constelação do Sabre. Você tem um império pós-guerra civil, planetas com culturas (e interesses) conflitantes, uma aliança frágil, burocratas corruptos e heróis cansados. Os construtos de combate são um meio, não o fim. Procure investir na verossimilhança: há uma estrutura social e política por trás disso, e para esse tipo de jogador, ser descritivo importa e é uma boa ideia.

Em Gasaraki, chegamos ao extremo de passar meio episódio explicando como um motor funciona.

Da mesma forma, tente emprestar alguma plausibilidade científica: “o motor cósmico representou a compactação do motor original de Alcubierre para a civilização terrestre, nos salvando dos efeitos relativísticos da viagem espacial. Foi assim que povoamos a Constelação do Sabre. Lembre-se, é ficção científica HARD. Você não precisa ser especialista em ciências, basta fazer uma pesquisa na internet — e deixar alguns textos engatilhados se precisar.

Gancho de campanha: “Um tratado comercial entre dois mundos da Aliança Imperial está prestes a ser assinado. Mas alguém quer sabotá-lo. Seu esquadrão é designado para proteger os mediadores imperiais. Só que cada lado tem seus próprios interesses, seus próprios espiões… você não sabe em quem confiar. Um erro pode significar guerra e você pode ser envolvido para além do seu papel. Para piorar, seu próprio comandante pode estar mentindo para você.”

Agora é a hora do mestre de jogo se virar com tudo isso aí.

Juntando Todo Mundo

Agora o mestre vai querer arrancar os cabelos. Imagine, hipoteticamente, que todos esses sejam os cinco jogadores na sua mesa. Calma. Sem pânico. Primeiro, porque cenários hipotéticos extremos servem apenas para nos fazer perder o sono à toa. Na vida real, dificilmente você terá um fã de shōjo, um de battle shōnen, um de comédia harém, um de isekai e um de sci-fi clássico na mesma mesa a menos que seja um mestre muito azarado ou muito competente.

Segundo porque, mesmo que isso aconteça, o segredo não é atender a todos os perfis ao mesmo tempo em cada cena, mas sim alternar o foco ao longo da campanha. Uma sessão pode ter uma perseguição frenética para agradar o fã de battle shōnen. Na outra, um diálogo tenso entre dois pilotos que agrada o fã de shōjo. Na seguinte, uma confusão na base que é pura comédia harém — se o mestre conhece seus jogadores, sabe o momento de deixar cada um brilhar.

Animes como Code Geass e Escaflowne são pensados para agradar públicos diferentes…

Além disso, há algo que une todos esses perfis: personagens de que eles gostam. Ninguém continua assistindo a um anime apenas pelo gênero. Assistimos pelo protagonista que nos cativa, pelo vilão que entendemos, pelo casal que torcemos, pela piada que nos faz rir. Apelar ao cérebro ou ao emocional depende só dos interesses pessoais de cada um. Então, em vez de tentar “traduzir gêneros”, tente pensar seriamente em traduzir arquétipos de personagem:

…e é isso o que o mestre de jogo precisa fazer. Use esses elementos, mas não descuide da ação!

Coloque esses cinco personagens na mesma base. Dê a eles um objetivo comum (sobreviver, vencer uma guerra, proteger alguém) e veja o caos (e a beleza) acontecerem. O segredo, no fim, é simples: seus jogadores não precisam gostar de robôs gigantes. Eles precisam gostar dos personagens que pilotam robôs gigantes. E isso, meu caro mestre, você pode construir com eles. Pode dar algum trabalho — mas, organizando tudo e sabendo conduzir, vai funcionar.

Na segunda parte, vamos falar de um desafio potencialmente maior: e quando o jogador já joga RPG, mas nunca jogou com robôs gigantes e talvez tenha uma ideia um tanto torta do que é o gênero? Quando ele vem do D&D, do Vampiro, do Call of Cthulhu, de qualquer outra coisa? Como mostrar a ele que Brigada Ligeira Estelar não pertence a um “gênero estranho”, mas uma ferramenta para contar histórias que ele já conhece e ama?

Até a próxima e divirtam-se!

* Sim, houve um cenário de autores de ficção científica dentro do shōjo mangá nos anos 70. Gente como Moto Hagio (11º Tripulante, Star Red, Marginal) e Keiko Takemiya (Andromeda Stories, Eden 2180 e To Terra…), inseriram esses temas dentro dos mangás femininos. Mas essas autoras foram inspiradas pela New Wave of Science Fiction do final dos anos 60 (de autores como Ursula K. Le Guin e Roger Zelazny) e boa parte dos anos 70, cujos autores romperam com o aspecto aventuresco da era pulp e com a ênfase em ciência física, procurando usar o gênero como um recurso para tratar de temas controversos e investigar a psicologia dos personagens, enquanto criadores como Yoshiyuki Tomino, Ryōsuke Takahashi e Shōji Kawamori se voltaram mais para a Era de Ouro da Ficção Científica, a mesma de Asimov, Clarke, Heinlein e companhia (todos publicados no Japão mais ou menos na mesma época). Por isso mesmo, você dificilmente vai ver robôs gigantes nas obras dessas criadoras. Não era prioridade para elas.

** Eu raramente solto impressões pessoais sobre essas obras, mas não vou esconder que não gosto de Macross Frontier. Tem valores de produção muito respeitáveis, impressiona visualmente muitas vezes, mas foi sequestrada por um character design (Sheryl Nome) durante a produção e, na minha humilde opinião, se perdeu como série de mecha e como sci-fi, à medida na qual as idols tomaram conta da série e meio que reposicionaram a franquia. Vejo muito as “cantoras de combate” de Macross Delta como uma tentativa de controle de danos. No entanto, ela pode agradar e muito às pessoas que não tem interesse verdadeiro em robôs gigantes.

*** A estrutura narrativa de Suisei no Gargantia, antes de mais nada, é a de um bildungsroman, ou seja, de um romance de formação dentro de um cenário de ficção científica. O romance é fundamental porque dá ao protagonista o crescimento necessário para entender com consciência crítica o que era o mundo de onde ele veio e porque ele deve ser deixado para trás ao invés de trazido para a Terra. Aqui a coisa funciona muito bem.

**** Oshii usa o filme para criticar a política externa japonesa: de acordo com o diretor, o país nunca enfrentou seus crimes de guerra, lucrou com a Guerra Fria e abandonou seus defensores. O prólogo é baseado em um incidente real no Camboja onde soldados morreram por regras de engajamento falhas; no filme, a polícia é instruída a lutar contra as Forças de Autodefesa com veículos frágeis demais para a tarefa.

DISCLAIMER: Major pertence a Takuya Mitsuda, Shogakukan / NHK, NEP, ShoPro; New Game! pertence a Shōtarō Tokunō, Houbunsha / NEW GAME! Project; Mobile Fighter G Gundam pertence a Bandai Namco Filmworks, Inc.; Macross Frontier pertence aos Studio Nue, Inc. & Satelight, Inc.; Tengen Toppa Gurren Lagann pertence ao Studio Trigger (Trigger, Inc.); Suisei no Gargantia pertence a Oceanus/2013 Gargantia on the Verdurous Planet Committee; Full Metal Panic! pertence a Shoji Gatoh, Shikidouji / KADOKAWA e Full Metal Panic! Film Partners; Martian Successor Nadesico pertence a XEBEC / Project NADESICO · TV TOKYO; I’m the Evil Lord of an Intergalactic Empire! é propriedade de Yomu Mishima, via Quad/Kabushiki-gaisha JFK e ANN (ABC, TV Asahi), AT-X; Reborn as a Space Mercenary: I Woke Up Piloting the Strongest Starship pertence a Ryuto, Tetsuhiro Nabeshima/KADOKAWA/project-Krishna; Patlabor: The Mobile Police é propriedade do grupo Headgear; To Love-Ru pertence a Saki Hasemi, Kentaro Yabuki / SHUEISHA, To Love-Ru Project e Mottotoraburu Committee; The Vision of Escaflowne pertence a Hajime Yatate, Shoji Kawamori e Bandai Namco Filmworks, Inc.; Gundam Assemble! pertence a BANDAI SPIRITS CO.,LTD..

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